11ª edição do PubhD Porto junata Geociências e Educação

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O PubhD Porto volta ao Pinguim, desta vez com dois temas bem pertinentes na actualidade: o armazenamento de CO2 e a eficácia de programas educativos para ajudar ao desempenho de alunos menos favorecidos. Sérgio Esperancinha fez o seu doutoramento no Imperial College of London e vem ao PubhD Porto explicar como se pode ser mais eficiente a recuperar hidrocarbonetos e a armazenar CO2.
Da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto vem Hélder Ferraz que irá discutir as potencialidades dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – TEIP.

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1º Aniversário PubhD Porto

No dia 24 de Janeirosoprámos a 1ª vela e lembramos quem fez este PubhD Porto até ao momento.

Iris Breda | Liliana Abreu | Mariana Barbosa | Ana Afonso | Joana Wilton | Paula Coelho | Pedro Figueira | Nuno Ribeiro | Bruno Ribeiro | Rui Alvites | Ivo Dias | Inês Coelho | Ricardo Ferraz | Raquel Pereira | Zenaida Mourão | Luísa Ferreira | Lucinda Bessa | João Paulo Guimarães | Álvaro Pinto | João Jesus | Pedro Coelho | Adryana Cordeiro | Diana Morais | Pedro Pestana | Iolanda Rocha | Kinga Grenga | Konstantinos Kotsalos | Helena Martins e, como convidada especial, a neurocientista Teresa Summavielle.

Fizemos ainda duas parcerias com a Associação Juvenil da Ciência e com a Inova + na Noite Europeia dos Investigadores.

Muito obrigada a todos!!!

 

E a sessão como foi?

Claudio Sunkel – Que futuro para a Ciência?

“Impressiona a resiliência dos cientistas portugueses”

Claudio Sunkel, vice-director do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), abriu a 1ª Gala de Aniversário do PubhD Porto enfatizando o seu papel actual de gestor de ciência. O também docente de Biologia Molecular destacou alguns momentos chave do que aconteceu entre as universidades e centros de investigação, em Portugal, nas últimas décadas.

Realçando “alguma falta de estratégia futura”, o orador preferiu levantar questões que precisam de ser pensadas quando falamos do futuro da Ciência em Portugal. Sunkel frisou ainda que “quem faz Ciência a sério fá-lo a 100%, pelo que, definitivamente, tem de se deixar de pensar na Ciência como um hobby”. “Impressiona a resiliência dos cientistas portugueses”, acrescentou ainda o orador.

A questão controversa das políticas de financiamento da Ciência não deixaram de ser abordadas por Claudio Sunkel, para quem “o financiamento por fundos comunitários já não é a solução, mas um problema”. O orador deixou ainda uma pergunta em jeito de provocação: “Portugal quer ou não ter um sistema científico nacional?”

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Joel Cleto – Da Avenida dos Aliados ao Rivoli

No PubhD Porto revelou-se a Lenda da Fonte da Moura e desmistificou-se a lenda sobre a razão para a localização do edifício da Câmara Municipal da invicta.

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João Lima – As Estrelas têm campos magnéticos?

João Lima, director do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, fez-nos subir às estrelas com uma apresentação bem dentro do ‘espírito’ PubhD Porto.
Com o cuidado de explicar primeiro o que são campos magnéticos com o uso de ímanes, o também docente no Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, confirmou que sim, as estrelas podem ter campos magnéticos muito intensos. Mas este é um campo difícil de estudar, pois os modelos teóricos actualmente utilizados para estudar a evolução estelar ainda não incluem o campo magnético como parâmetro.
O investigador deixou ainda alguns avisos e informações sobre a possibilidade de se ir a Marte, nomeadamente quanto à protecção dos astronautas.lima

1º ANIVERSÁRIO do PubhD Porto junta cientistas da cidade no Rivoli

E, num instante passou 1 ano de PubhD Porto. Esta aventura não teria sido possível sem todos os investigadores e doutorandos que se atreveram a apresentar os seus projectos de investigação em 10 minutos num bar!

Agora, vamos celebrar com uma edição especial do PubhD Porto assinalando o seu 1º aniversário. Convidámos dois cientista proeminentes no panorama científico nacional, baseados no Porto, e um historiador que tão bem conta a invicta.

Vens soprar as velas connosco?

Convite Gala - PubhD Porto

 

Noite de Ciência num bar: reciclagem de fármacos, energia sustentável e sexologia

O próximo PubhD Porto é já no dia 30 de Novembro, a partir das 21h30 no bar Pinguim, e irá trazer ao público assuntos tão variados como química e engenharia sustentáveis e sexologia clínica. Ricardo Ferraz, professor na Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto, é licenciado e mestre em Química pela Universidade do Porto e doutorado em Química Sustentável pela Universidade Nova de Lisboa, onde desenvolveu uma tese sobre Líquidos aplicados a Fármacos, visando a reciclagem de fármacos que já não sejam eficazes e a optimização de propriedades desses compostos. Para além da Docência, Ricardo Ferraz é Investigador no Grupo REQUIMTE (Rede de Química e Tecnologia).  Tenta transmitir o gosto pela ciência, através da participação nos blogs Scientificus e no AstroPT e na organização das sessões de PubhD, evento público onde teses de doutoramento são expostas no ambiente informal de um bar.
Raquel Pereira é investigadora na equipa do SexLab – Grupo de Investigação em Sexualidade Humana, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) – onde colabora com diversos estudos de natureza clínica e laboratorial na área da saúde sexual e disfunção erétil. Ao PubhD Porto vem explicar o seu doutoramento que visa conhecer e compreender a vivência sexual de pessoas com diversos tipos de incapacidade física. A psicóloga pretende melhorar o apoio prestado a estas pessoas para lidarem com os seus desafios a nível da sexualidade, com enfoque no aperfeiçoamento de estratégias cognitivas e afectivas.
Zenaida Mourão começou o seu percurso universitário pela Economia, enveredando depois pelo curso de Química na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP). Seguiu para o doutoramento num tema que pretendia caracterizar detalhadamente as estruturas de moléculas quase uma à uma. Um dia quis aprender um pouco mais sobre os impactos ambientais na sociedade humana actual, e por isso, ainda antes de terminar o doutoramento, começou um curso em Sistemas Sustentáveis de Energia na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

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O PubhD Porto tem uma frequência mensal, acontecendo sempre na última quinta-feira de cada mês, no Pinguim Café.
Mais informações:
https://www.facebook.com/PortoPubhd/ https://pubhdporto.wordpress.com/

O cancro dos ecossistemas e desenvolvimento sustentável

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Equipa Inova+ e PubhD Porto e os oradores do Science Slam by PubhD Porto

O que pode levar a uma invasão biológica? Esta foi a pergunta de partida para o projecto de investigação de Iolanda Rocha, doutoranda no CIBIO da Universidade do Porto. A oradora fez uma analogia entre as invasões biológicas em ecossistemas e o cancro. A acção de uma espécie invasora segue algumas etapas explicadas pela bióloga Iolanda Rocha: introdução, estabelecimento e dispersão. No seu doutoramento, Iolanda Rocaha tenta identificar quais os factores que explicam invasões biológicas nas ilhas mediterrânicas (por serem territórios mais vulneráveis), destacando-se factores como: água, tamanho das espécies, padrões alimentares, acção humana. “Por exemplo, uma espécie que se alimente só de plantas tem mais hipóteses de ser bem sucedida”, explicou a oradora. Outras questões que a bióloga tenta responder é saber quais os grupos mais vulneráveis, como é que a espécie invasora é bem sucedida e se adapta. Para isso, focou-se numa espécie bem particular – os lagartos –já que Iolanda é uma apaixonada por répteis. Identificadas as etapas e factores explicativos da invasão, o próximo passo é estudar formas de lidar com este fenómeno biol

ógico e estas passam pela prevenção, cura e controlo, erradicação de uma espécie ou mitigação dos danos provocados pela espécie invasora. Iolanda Rocha tenta compreendr todos estes mecanismos usando como exemplo os “superpoderes dos lagartos”.

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Iolanda Raquel Rocha trouxe o tema da invasões biológicas.

Kinga Grenga, que ganhou o prémio Science Slam promovido pela Noite Europeia dos Investigadores e Inova +, é doutoranda na Universidade de Coimbra e tem formação em Química e Engenharia Química. A oradora veio falar-nos da importância dos polieletrolitos (PELs) com todas as suas vantagens por serem produzidos a partir de fontes renováveis e biodegradáveis e, como tal, serem uma potencial solução para a remoção de corantes de efluentes. A investigadora está inserida no projecto ECOFLOC (Combining an eco-friendly approach and a product performance approach to develop novel flocculation strategies) e procura encontrar produtos ecológicos que possam ser usados no tratamento de águas industriais difíceis de tratar através de uma abordagem ambientalmente sustentável. A investigadora recordou que, após a crise do petróleo em 1970-1980, a substituição dos polieletrólitos sintéticos pelos produtos naturais tem recebido uma considerável atenção.

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Kinga Grenda e Lídia Carvalho (Inova +) no momento de entrega do prémio Science Slam.

Também de Engenharia, mas de sistemas eléctricos, nos falou Konstantinos Kotsalos, doutorando e investigador no projecto Innovative Controls for Renewable Source Integration Into Smart Energy Systems (INCITE – http://www.incite-itn.eu/). Contextualizando a sua investigação num tempo de transição de energia pela mudança para economias sustentáveis através das energias  renováveis, eficiência energética e desenvolvimento sustentável, o orador explicou o papel dos sistemas elétricos e da rede elétrica inteligente. Par isso é importante perceber o conceito de Geração Distribuída (GD), uma expressão usada para designar a geração eléctrica realizada junto ou próxima do(s) consumidor(es), independente da potência, tecnologia e fonte de energia (INEE). Já as redes eléctricas inteligentes são “… um sistema de potência que pode incorporar milhões de sensores, todos conectados através de um avançado sistema de aquisição de dados e comunicação. Este sistema permitirá análise em tempo real sendo capaz de prever mais do que reagir cegamente às faltas.” Estas reds inteligentes visam optimizar a produção, a distribuição e o consumo de energia, viabilizando a entrada de novos fornecedores e consumidores na rede, com melhorias significativas em gestão, automação e qualidade da energia através de uma rede elétrica caracterizada pelo uso intensivo das tecnologias de informação e comunicação (TIC). Um ponto crítico para o trabalho de Konstantinos Kotsalos é o desenvolvimento de estratégias de controlo inteligente para essas redes.

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Konstantinos Kotsalos suscitou um interessante debate com a plateia!