6º PubhD Porto: o rescaldo

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“Com a obesidade vem o aumento da prevalência do défice da vitamina D”, assegura-nos Adryana Cordeiro, nutricionista clínica e doutoranda na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Segundo explicou a oradora, no 6º PubhD Porto, que teve lugar a 29 de Junho, no Pinguim Café,existem vários factores que interferem no metabolismo da vitamina D: o estilo de vida que leva a uma menor exposição solar, a dieta (ainda que apenas 10% dos níveis de Vitamina D provenham da ingestão de alimentos), o comprometimento hepático (quantidade de gordura no fígado), o sequestro da vitamina D pelo tecido adiposo e a diluição volumétrica, ou seja, quanto maior o volume corporal, menor a concentração de vitamina D. No estudo realizado por Adryana Cordeiro, em que observou 240 pacientes com obesidade mórbida, 100% apresentava doença hepática alcoólica, 47% hipertensão e 81% síndrome metabólica.

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Adryana Cordeiro, na sua esclarecedora comunicação sobre a relação entre a vitamina D e a obesidade.

Quanto à famosa questão de saber o que vem primeiro, a obesidade que aumenta o défice de vitamina D ou o défice que aumenta a obesidade, Adryana Cordeiro confirma que existe um “efeito directo nas melhorias metabólicas em doentes a quem é prescrita a suplementação com vitamina D”. Já a cirurgia bariátrica ajuda a reverter os processos inflamatórios. “Tendo obesidade, a probabilidade de ter défice de vitamina D aumenta muito e a obesidade leva a uma diminuição da concentração em vitamina D”, conclui a investigadora.

“A prestação de cuidados é o reverso da medalha da vinculação”

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Diana Morais, psicóloga, doutoranda no ICBAS e docente no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

 

A vinculação, em Psicologia, refere-se a relações afectivas específicas que têm a função de garantir a segurança psicológica do indivíduo. Explica-nos Diana Morais, psicóloga e doutoranda no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), que os sistemas de vinculação são inatos e que o estilo de vinculação adquirido na infância é o que se torna mais activo, podendo, porém, ser alterado, já que a “a vinculação é uma organização mental e comportamental que pode ser revertida”, por exemplo, em situações de abuso dos cuidadores. Já a prestação de cuidados é o reverso da medalha da vinculação na medida em na prestação de cuidados entre adultos, existe uma relação bidireccional entre a procura de cuidados e a prestação de cuidados em ritmos alternados. A literatura indica que a forma como uma pessoa presta cuidados aos outros está em directamente ligada com a própria história de vinculação na infância e com a forma como representa e percepciona a prestação de cuidados que teve enquanto criança e adulto (Feeney & Collins, 2001; Kunce & Shaver, 1994; Reizer & Mikulincer, 2007).

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Pedro Pestana, terapeuta da fala, cantor e doutorando na Universidade Fernando Pessoa.

Cerca de 18% da população em geral apresenta alterações vocais. E foi motivado por esta realidade que Pedro Pestana, terapeuta da fala, resolveu estudar os fadistas, já que, entre os cantores, estes são sujeitos a uma uma exigência vocal diferente de outros artistas devido às suas condições de actuação. Pedro pestana defende a necessidade de as classes profissionais em maior risco e com mais prevalência de alterações na voz, como os professores e actores, recorrerem ao aconselhamento profissional a fim de obterem dicas e aprenderem técnicas simples que podem evitar estragos maiores no seu principal instrumento de trabalho.

 

 

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