11ª edição do PubhD Porto junata Geociências e Educação

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O PubhD Porto volta ao Pinguim, desta vez com dois temas bem pertinentes na actualidade: o armazenamento de CO2 e a eficácia de programas educativos para ajudar ao desempenho de alunos menos favorecidos. Sérgio Esperancinha fez o seu doutoramento no Imperial College of London e vem ao PubhD Porto explicar como se pode ser mais eficiente a recuperar hidrocarbonetos e a armazenar CO2.
Da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto vem Hélder Ferraz que irá discutir as potencialidades dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – TEIP.

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1º ANIVERSÁRIO do PubhD Porto junta cientistas da cidade no Rivoli

E, num instante passou 1 ano de PubhD Porto. Esta aventura não teria sido possível sem todos os investigadores e doutorandos que se atreveram a apresentar os seus projectos de investigação em 10 minutos num bar!

Agora, vamos celebrar com uma edição especial do PubhD Porto assinalando o seu 1º aniversário. Convidámos dois cientista proeminentes no panorama científico nacional, baseados no Porto, e um historiador que tão bem conta a invicta.

Vens soprar as velas connosco?

Convite Gala - PubhD Porto

 

1º PubhD Porto: o rescaldo

Liliana Abreu, doutoranda na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) em Saúde Pública e investigadora na Unidade de Comunicação de Ciência do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), começou por falar do conceito multidimensional de literacia em contexto de saúde, cuja grande fragilidade assenta na forma como essa mesma literacia pode ser medida. Normalmente, só se consegue medir a primeira dimensão do conceito: a capacidade de reconheer termos médicos. Mas, como notou a investigadora, reconhecer não é o mesmo que entender sobretudo num tempo em que ainda é muito limitado o conhecimento que existe sobre a forma como a informação sobre doenças é apropriada pelas pessoas, bem como a forma como estas a usam, ou mesmo, como combinam as diferentes fontes de informação a que recorrem. Em traços gerais, a pergunta que Liliana Abreu tenta responder com a sua tese é: como é que as pessoas fazem a gestão da sua doença? Para isso, ela fez entrevistas em centros de cuidados de saúde primários,  tentando analisar quais as fontes de informação mais comuns através das narrativas da doença. Estas narrativas são depois categorizadas de acordop1060975 com o nível de impacto da doença na vida do doente. Na sua apresentação, Liliana Abreu destacou uma das conclusões do seu trabalho que aponta para a importância das redes de mediação como factor preponderante para a capacidade da pessoa em gerir a sua doença.

A riqueza do conhecimento

“Esqueci-me e depois lembrei-me”. A frase é de Iris Breda, investigadora do Instituto de Astrofísica e Ciências Espaciais, ao responder a um dos presentes que queria saber por que razão tinha ela mudado de Engenharia do Ambiente para Astronomia. Desde criança que esta jovem cientista tem a paixão pelo estudo do universo, mas essa paixão estava como que adormecida e despertou já durante a sua licenciatura. Iris falou sobre os diferentes tipos de galáxias, destacando as elípticas e espirais (ela trabalha com p1060989estas últimas). O seu trabalho ajuda a compreender por que é que existem tantos tipos diferentes de galáxias. Iris Breda acredita que a imensa diversidade de galáxias que se observa tem mais a ver com os diferentes estados evolutivos destas do que propriamente com a existência de diferentes galáxias. Iris Breda referiu ainda que a sua incursão na Astronomia, para além de um grande investimento pessoal em estudo, deve-se também a uma “curiosidade insaciável”, pois “a nossa maior riqueza é o conhecimento”.

Mariana Barbosa, mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade Católica e doutoranda na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) e no i3S, falou-nos sobre o seu trabalho que consiste no desenvolvimento de revestimentos naturais para próteses, visando a prevenção de infecções bacterianas nos implantes.  A Engenharia dos tecidos e a medicina regenerativa são áreas que sempre a fascinaram, pelo que “surgiu como opção natural continuar em investigação e prosseguir para doutoramento, pois ansiava desenvolver e aprofundar conhecimentos que permitam a partip1060995cipação em projetos com impacto científico e social”, nas palavras de Mariana Barbosa. Como notou um dos presentes, o trabalho da Mariana assume particular relevâcia, pois a colocação de uma segunda prótese é uma situação sempre bastante complexa e problemática para o doente e que deve ser evitada a todo o custo.

E foi assim a estreia do PubhD Porto que contou com a participação de três mulheres de ciência e com mais de 40 participantes na audiência. O próximo PubhD será a 23 de Fevereiro e contará, mais uma vez, com grande diversidade de temas, desde a Bioquímica à História.

 

 

Porto junta-se a movimento internacional de divulgação de ciência

É com três investigadoras em Engenharia, Astronomia e Comunicação da Saúde que estreia o primeiro PubhD Porto, no próximo dia 26 de Janeiro, pelas 21h30 no Pinguim Café, no Porto.

PubhD (pub de bar e PhD de doutoramento) é um movimento de divulgação da ciência que surgiu em Nottingham (2014) e chegou a Portugal em 2015 (Lisboa). Por iniciativa de três investigadores de instituições universitárias do Porto, Ricardo Ferraz, Nuno Francisco e Filipa M. Ribeiro, esse movimento chega agora à cidade do Porto com o objectivo de dar voz à investiagação mais recente e aos jovens cientistas.

Mariana Barbomarsa é licenciada em Bioengenharia pela Universidade Católica Portuguesa. Após concluir a sua formação inicial, ingressou no Mestrado em Engenharia Biomédica na mesma instituição onde desenvolveu trabalho no âmbito de engenharia de tecidos e medicina regenerativa. Sendo esta uma área que sempre a fascinou continuou para o doutoramento com o objectivo de aprofundar conhecimentos que a permitam “participar e contribuir em projetos com impacto científico e social”.

Liliana Abreu é socióloga (mestre em Sociologia desde 2008) e é doutoranda em Saúde Pública na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (Porto-Portugal).lil Ela desenvolve o seu trabalho de investigação no Instituto de Investiga
ção e Inovação em Saúde (i3S). A sua tese de doutoramento trata o tema da alfabetização de saúde em indivíduos que vivem com condições de saúde de longo prazo, nomeadamente asma e diabetes.

Iris Breda é licenciada em Engenharia do Ambiente pela Universidade de Aveiro, mas, a irismeio do curso, percebeu que a sua paixão estava na Astronomia. Decidiu candidatar-se ao Mestrado de Astronomia na Universidade do Porto e a paixão continuou para um doutoramento na mesma instituição.

O PubhD Porto terá uma frequência mensal, acontecendo sempre na última quinta-feira de cada mês, no Pinguim Café.